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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Shadow of the Colossus - Interpretações - Parte 1


Por: Douglas Martins

Novembro de 2005, talvez um mês que deva entrar pra história do mundo dos games, sem exageros. Nele foi lançado a versão em inglês de um clássico absoluto: Shadow of the Colossus para PS2.

Nitidamente e de acordo com a maioria dos críticos, um jogo que estava a frente de seu tempo e que agora, após 6 anos de seu lançamento, recebe  uma versão definitiva, reestruturado em alta definição, com suporte ao 3D, audio 7.1 e amparado pela alta capacidade de processamento do PS3.

Quem é fã e teve a oportunidade de jogar na época, indico fortemente a nova compra pois além de vir com o ICO (outro jogão da mesma equipe) em um pacote que está com um preçinho bem bacana, a possibilidade de acompanhar todos os acontecimentos do game em alta definição (em 3D também pra quem já possui a TV) e ter o suporte aos viciantes troféus é, com certeza, uma nova experiência totalmente válida. Já quem nunca jogou, a aquisição desta coleção é mais do que obrigatória.

E por que eu gostei tanto? Particularmente, achei este game diferente de tudo o que já joguei, por dois motivos: Primeiro por conta da grande imersão que ele proporciona (se você comprar as motivações vendidas pelo protagonista é inevitável a empatia) e em segundo lugar eu fui completamente fisgado pela história que é, ao mesmo tempo, intimista e épica.

E o melhor de tudo, na minha opinião, esta história nos é apresentada sem quase nenhum diálogo! É aquele tipo de narrativa que te força a pensar "fora da caixa", te obriga a interpretar qualquer gesto e olhar dos personagens e a prestar atenção redobrada nos detalhes de cenário, por exemplo, na busca por pequenas pistas sobre o que está acontecendo.

Dito isto, deixo abaixo a minha interpretação da história do jogo. Tudo o que eu senti jogando e que acretito que aconteceu. Dividirei em duas partes este post para melhor o encadeamento das ideias. Neste primeiro momento irei apresentar o que imaginei de "background" para a trama, ou seja, tudo o que antecedeu o começo específico do jogo. Depois, num futuro post, falarei sobre os desdobramentos da história até o grande final e seu possível link com o jogo ICO (que, também, vem nesta coleção imperdível para PS3).

Grandes Spoilers pela frente para quem nunca jogoue que recomendo ler após fechar o jogo. Outra coisa: tudo o que direi a seguir é puramente interpretação minha e reflexões vinda de discussões entre amigos e internet à fora. Vamos, ao contexto geral de tudo: 

Há muito tempo existia no mundo uma entidade chamada Dormin e aqui , faço um parênteses para mostrar o que pesquisei e achei muito interessante: Dormin é Nimrod ao contrário, numa clara referência à este personagem da bíblia, que foi um grande caçador de animais e um rei tirano que escravizava e conduzia seu povo pelo medo  e que, no auge de seu reinado, construiu a famosa torre de Babel, cujo o objetivo era segurar seus domínios de um possível novo dilúvio causando, eventualmente, a ira de Deus (pra variar ¬¬) e etc.. 

Perceba, então, que o lar de Dormin no jogo é exatamente uma torre altíssima em alusão a de Babel e os Colossus podem ser considerados, neste contexto, os animais que o rei bíblico gostava tanto de caçar (Bacana não?).

Continuando... Esta entidade, monstruosa e maligna, teve sua essência finalmente selada em uma terra distante e isolada de todo o resto do mundo (é este o vasto cenário a ser explorado no jogo) por Shamans, ou feiticeiros (como queiram =P) de uma aldeia que habita as imediações desta região e o único meio encontrado por eles para conseguir isto foi, com ajuda de uma espada sagrada, dividir a alma de Dormin em 16 partes e assegurar que cada uma destas partes ficasse sob a guarda de 16 colossus (criaturas, em sua maioria, de proporções gigantescas e de extrema força e resistência).

O único modo de conseguir adentrar nessas terras proibidas onde dorme este ser é através de uma estreita, extremamente alta e longa, muuuuuuito longa ponte. 


Anos ou talvez até mesmo séculos se passaram desde o selamento e estas terras e seu habitante acabaram caindo  no imaginário deste povo em forma de lendas, folclore, contos e histórias fantásticas. Até que um dia...

Mono uma bela mulher e, possivelmente uma feiticeira desta aldeia, teve seu destino traçado por seus líderes: A Morte! Eles acreditavam que ela estava amaldiçoada de alguma forma e, assim, a executaram em um tipo de ritual.

Wander (o protagonista e seu personagem no jogo, que tem seu nome derivado de Wanderer ou Andarilho) é apaixonado por Mono (uma paixão que pode ser interpretada de inúmeras maneiras, já que o jogo nunca diz explicitamente qual a relação dos dois, se mãe e filho, marido e mulher, irmão e irmã ou até mesmo amigos de infância, por que não? -- Eu aposto em Marido e Mulher) e fica, obviamente, transtornado e absolutamente arrasado pelo ocorrido.



Ele, então, se lembra desta lenda, mito ou folclore de sua aldeia: Dormin, a entidade selada nas terras proibidas pode realizar qualquer desejo, inclusive trazer uma pessoa de volta à vida e, sem pensar muito, Wander rapta o corpo de Mono e a espada sagrada guardada como relíquia na aldeia e dita como a real arma usada para selar o monstro.

Com a ajuda de seu fiel cavalo, Agro, ele foge rumo ao portal que separa sua aldeia das terras proibidas e consegue chegar na ponte e destrói sua entrada.

Ao entrar nestas terras e na torre, Wander é imediatamente recebido pela voz de seu habitante, Dormin e, repare, a voz utilizada é claramente a união de várias outras em tons diferentes (16 vozes? acho bem provável).  A entidade questiona Wander sobre o que estaria ele fazendo ali e o nosso herói releva sua intenção e pede para que Dormin reviva Mono. Nesse momento as vozes ficam em silêncio para logo em seguida perguntar se é isto o que Wander realmente deseja, já que há um preço muito caro a ser pago. O rapaz aceita este preço sem questionar e somente pergunta o que ele precisa fazer para ter sua amada de volta.


Dormin explica que para poder realizar o pedido, Wander precisará matar os 16 colossus que habitam aquela região. 

Mas como um ser humano comum na companhia somente de seu cavalo e de uma espadinha velha conseguirá, efetivamente, matar um ser 100 vezes (ou até mais) maior que o seu tamanho? 

Começa dessa forma, enfim, o jogo propriamente dito!! Você toma o controle e terá que decidir o que fazer a seguir.

Chego ao final da primeira parte dessa minha análise/interpretação para essa obra de arte interativa.

Somente digo que deste ponto em diante é só você, seu inseparável Cavalo, o Agro (personagem importantíssimo na história) e toda a imensidão destas terras para explorar. 

A solidão do protagonista em sua árdua (e impossível) tarefa, suas motivações e desespero na corrida conta o tempo para salvar Mono da morte depositando, assim, sua fé em um ser que ele não sabe se está falando a verdade em sua promessa ou se o está enganando o tempo todo nos deixa terrivelmente tenso e preso aos controles. É uma experiência difícil de explicar é preciso senti-la, realmente.

Continuo, na segunda parte, contando minhas interpretações a cerca do final do jogo e sua ligação com ICO.
Até lá! =)



Ps: Sintam-se à vontade para comentar também o que acharam do jogo, suas interpretações e ponto de vista.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O Começo...


Por: Douglas Martins

Pensei e repensei.. Fiz rascunhos, mas acabei chegando à  conclusão de que não tem maneira melhor de começar alguma coisa do que estampar um bom sorriso!

Apresento-me: Meu nome é Douglas, tenho 26 anos e sou completamente apaixonado pena vidinha que eu levo e pelas coisas que faço.

Pretendo neste espaço e a partir de hoje, periodicamente, escrever e me expressar sobre um pouco de tudo !!

Abordarei temas, farei pequenas resenhas e tentarei trazer novidades sempre focando nas coisas que eu mais gosto de fazer: assistir séries, filmes, animes, jogar um bom videogame, ler um livro, mangá, HQ etc..

Então, aqui, não haverá espaço para coisas tristes ou muito sérias. Estarei apenas voltado para a diversão, entretenimento e para as coisas que me fazem bem, abusando de minhas opiniões próprias, claro.

Inauguro este meu primeiro post no meu primeiro blog que nasce com o objetivo principal de exercitar a escrita, expressar e organizar idéias, divertir e, quem sabe , conseguir novas amizades gerando discussões bacanas!

Simbora?! =)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Quem sou...

Por: Diosy Mara




Meu nome é Diosy Mara, tenho  24 anos, taurina, amo meu marido e meu cachorro. Sou muito Feliz, bastante Feliz, imensamente FELIZ!

Normalmente sou assim:
Falo bastante (ao mesmo tempo sou reservada), se necessário eu grito, sou desconfiada (mas sou tão boba que acabo sempre acreditando nas pessoas), xingo, choro, dou risada alto, faço rir...também sou medrosa, mas ao mesmo tempo corajosa.

 Sou daquelas que quando escova os dentes derruba pasta na roupa, que borra o batom, que não sabe dividir o espaço da cama de igual pra igual (pego a minha metade na cama e roubo a metade da metade do meu marido...rs).

 Já me magoaram, já chorei. Quando estou de mau humor chego a ser péssima, um tanto horrorosa, confesso. Às vezes sou legal (sempre sou legal! Modéstia parte). Tão legal que chego a ser besta dos outros.
Quando ouço uma música legal, pode apostar que o “repeat” vai ficar ligado por umas boas semanas...no chuveiro...na cozinha...em qualquer lugar! Não paro de cantar! O engraçado é que sempre canto somente o refrão...rs

Sou um pouquinho exagerada! Quero dizer, muuuito exagerada! Hehehe E há quem diga isso!!! Rs Posso dizer que nunca quebrei um osso, mas já quebrei muito a cara. Odeio quanto tentam me fazer de boba, se eu descubro, fico muito chateda.

Nunca me lembro das piadas, na verdade confesso que não sei contá-las, mas gosto de fazer as pessoas rirem.

O meu maior medo é a solidão... de perder tudo que me faz ser eu: meu marido e meu bebê; o Yuki!! Ainda não sei dizer se tenho medo de envelhecer ou medo da morte..acho que por serem coisas inevitáveis, sejam aceitáveis por mim... Não acho legal perder, mas consigo disfarçar legal! Consigo?! Rs

 Adoooro ser paparicada, afinal quem não gosta? Tenho um bom e grande coração onde consigo colocar todas as pessoas! 

 Consigo perdoar uma vez, mas não uma segunda (talvez eu disfarce, mas no fundo sempre vou guardar aquela mágoa). Quem não gosta de ganhar presentes? Adoro, mas gosto ainda mais de presentear quem me faz bem (é um sentimento muito bom! Nem que você presenteie essa pessoa com uma simples rosa ou um simples bombom).

 Meu ponto fraco é desanimar facilmente quando não vejo resultados pelo que estou esperando ou que estou fazendo.

Quando não estou bem, triste, chateada... prefiro fingir que está tudo bem pra não entristecer quem está por perto.

Dou o braço a torcer que não gosto muito de ser contrariada...Emburro facilmente quando não estou satisfeita. Sou hiper ciumenta, mas não uma louca possesiva!!! rsrs

Procuro viver intensamente, me sentindo bem e feliz em tudo o que eu faço. Não aceito muito bem os  palpites de quem não sabe como vivo e como faço pra sobreviver, afinal, sou eu mesma que pago minhas contas.

Enfim, algumas pessoas diriam que eu sou muito séria e brava, outros que sou muito quieta e tímida, já outros que sou muito alegre, divertida e FELIZ!!!

Talvez eu seja um pouquinho complicada, burra e de vez em quando até difícil de aturar, mas garanto que vale a pena!